Lake Street Dive

O baterista do Lake Street Dive garante, numa entrevista para a NPR, que todo mundo gosta de backing vocals. A banda de Boston, formada por Rachel Price nos vocais, Bridget Kearney no baixo, Mike “McDuck” Olson no trompete e guitarra e Mike Calabrese na bateria, começou no Conservatório de Música de New England como uma banda de country mas com o amadurecimento, os Lake Street Dive passam pelo jazz, pelo rock, indie, sem grandes rótulos pré-determinados. E já que o tema é harmonia vocal, eles também tocam Dedicated to The One I Love, dos Mamas and The Papas.

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Lista: 7 músicas sobre a sexta-feira

The Cure – Friday I’m In Love

Que se dane tudo, todos os dias existem para chegar a sexta-feira e tudo é bom porque estou apaixonado.

 

Steely Dan – Black Friday

Walter Becker e Donald Fagen formam os Steely Dan. Nessa Black Friday falam sobre um especulador que fez o valor do ouro despencar na Bolsa de Nova York em 1869. Ou seja, outra Black Friday, mas como agora, alguém ganhou dinheiro e quem perdeu foi você.

 

Biquini Cavadão – Sexta-feira

A banda brasileira quer que você saia de casa e tome muito café e Coca-Cola.

 

Cowboy Junkies – Good Friday

O grupo canadense canta o country e o folk mas não fala de sexta na música, só diz que é o dia de largar tudo e sair de casa.

 

The Easybeats – Friday on My Mind

A banda australiana não tem muita ideia do que vai fazer na sexta, mas sabe que vai ser bom e que só pode ser bom porque não é segunda e porque é sexta.

 

Kate Perry – Last Friday Night (T.G.I.F)

Para Kate Perry, a sexta é para fazer loucuras, dizer que não vai fazer mais e fazer tudo de novo. Sempre acho que a batida de baixo parece Bete Balanço, do Barão Vermelho.

 

Alex e Ronaldo – Sexta-Feira sua Linda

A dupla não colabora com a produtividade nacional e passa a semana esperando a sexta-feira.

Por uma reforma ortográfica

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(Foto: Pete Wright)

Desde segunda-feira estávamos esperando por ela e finalmente ela chegou: sexta-feira. Aliás, vou até escrever com uma exclamação na frente: sexta-feira! Porque há dias que só podem ser escritos com certos sinais ortográficos. Por exemplo, a sexta já começa a merecer essa exclamação mas o sábado é merecedor nato do sinal de alegria gramatical.

Na meritocracia da língua portuguesa, o sábado é dono do ponto de exclamação. O domingo já perdeu esse direito pela sua proximidade com a segunda-feira. Esta, aliás, também tem um sinal associado só para si, o ponto de interrogação: “segunda-feira?”, sinal da exasperação coletiva de ser o dia onde todos são obrigados a fazer alguma coisa que não querem. Terça, quarta e quinta são neutros, com um mero ponto final, mas tenho que ressaltar que a quarta, pela sua equidistância do final de semana, por um lado com o domingo e por outro com o sábado, é um forte candidato do desesperante ponto de interrogação.

Dependendo do humor e da falta de perspectiva, as reticências podem ser uma opção, geralmente acompanhadas com um suspiro: quinta-feira…

Uma das grandes lacunas da língua é não ter sinais ortográficos que sinalizem expressões tão humanas como o suspiro, o levantamento de sobrancelhas, o revirar de olhos, o balanço desaprovatório com a cabeça, entre outros, que na minha modesta opinião empobrecem sobremaneira a forma de expressar sentimentos. Inventamos os smileys, é verdade, mas são desenhos, são caras fazendo a expressão, símbolos muito mais óbvios do que meros traços no papel.

Os hispânicos deram um princípio de esperança ao incluírem o uso do ponto de interrogação e de exclamação invertidos no começo de uma frase, para o leitor saber desde logo que a entoação é respectivamente, interrogatória ou exclamativa. Por exemplo, um espanhol que lê em português “Ele é um canibal?” tem certeza até a última letra, que está perante um ser que gosta de digerir pessoas, mas de repente, bate a dúvida, o que pode ser arriscado para a sua integridade física. Por esse motivo, um espanhol prefere ser avisado de tal evento lendo um outro espanhol, que dirá, na ausência de ponto de interrogação invertido, que está na hora de fugir.

Sou defensor da invenção de sinais ortográficos que sinalizem claramente, no começo da frase, que estou exasperado com o comentário de um cidadão anônimo nas redes sociais, que estou com vontade de vomitar ao responder a declarações de certos políticos ou que gostaria de esganar o interlocutor enquanto escrevo uma resposta.

Pobrezas gramaticais que nos obrigam a escrever mais e sermos mal entendidos. A diplomacia seria outra se todas as línguas sinalizassem as verdadeiras intenções dos interlocutores. Respostas de candidaturas de emprego, cartas de amor, serviços de SAV e, imaginem, programas de governo! Saberíamos todos de verdade, lendo um documento, que o candidato X é um larápio enganador. Que mundo perfeito! Infelizmente, temos que viver na dúvida e na entrelinha, tentando adivinhar, relendo e desesperando, o que o outro quer dizer.

Dentro de alguns milhares de anos nossos garranchos serão examinados por especialistas da maneira como olhamos hoje para a pintura rupestre. Quem sabe os nossos ancestrais não foram todos comidos por um tigre por não terem conseguido explicar por escrito as suas verdadeira boas intenções de ter um simples animal de companhia?

 

Beatles: o último show de 42 minutos

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Há 49 anos, na hora do almoço, os Beatles tocavam juntos pela última vez no telhado da Apple em Savile Row. A banda queria há algum tempo fazer um show em algum lugar estranho, chegaram a cogitar um barco ou um anfiteatro grego, mas durante as gravações do que viria a ser o álbum Let it Be, decidiram “Que tal fazer em cima do prédio?” E assim aconteceu.

Eles tocaram Get Back, Don’t Let me Down, I’ve Got a Feeling, One After 909 e Dig a Pony, antes de terem os amplificadores desligados pela polícia londrina. Nas filmagens do que se tornou um momento histórico para a música, vemos a polícia chegando no edifício da Apple e subindo calmamente para acabar com o barulho.

Ringo chegou a dizer, anos depois, que gostaria que houvesse mais escândalo, que a polícia chegasse derrubando uns instrumentos, mas eles simplesmente disseram “vocês tem que baixar o som”.

Destaque para a ausência de George Martin, que estava no subsolo cuidando do áudio junto de Alan Parson – que anos depois viria a gravar Dark Side of The Moon com os Pink Floyd; e a presença do tecladista Billy Preston, que estava em Londres acompanhando a banda de Ray Charles e foi convidado para quebrar a o clima tenso que pairava sobre os Beatles nos últimos meses.

A banda tocou por cerca de 40 minutos, mas a versão editada mostra pouco mais de vinte minutos. Confira abaixo o show e a reação do público e da polícia:

https://vimeo.com/172959671

Lula, o homem de todas as batalhas

 

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Lula entre Michel Temer e José Sarney em evento em 2011 (Foto: Jane de Araújo)

Em 1964, Luís Inácio da Silva tinha 18 anos. Nesse ano, ele perdeu um dedo quando trabalhava na Metalúrgica Independência em São Paulo. Na altura, seu colega de trabalho se distraiu e uma prensa fechou no seu dedo. O acidente aconteceu de madrugada e Luís Inácio foi para o hospital no dia seguinte, onde ele teve o seu dedo cortado.

As amputações fazem parte da vida de Lula. No começo da sua vida elas foram reais, anos depois, metafóricas.

A mitologia grega conta que a Hidra de Lerna era um animal fantástico, com corpo de dragão e muitas cabeças venenosas que poderiam se regenerar quando cortadas. De acordo com a mesma história, a Hidra era tão poderosa que até o seu hálito poderia ser mortal. No seu segundo trabalho, Hércules tentou cortar as suas cabeças mas elas cresciam de novo e em maior número. Decidiu então queimar o lugar do corte para que elas não reaparecessem e cortou então a última, considerada imortal, e enterrou debaixo de uma grande pedra. Dessa forma, Hércules venceu a Hidra.

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Hércules enfrenta a Hydra de Lerna (Foto: Getty Images)

Parece que chegou a hora de Lula enfrentar o seu Hércules. A Lava Jato tenta colocar uma pedra em cima de Lula e uma parte grande da direita brasileira já está comemorando a morte do animal político. Se é verdade ou não, ficaremos sabendo nos próximos meses de 2018.

Enquanto esteve no governo, Lula era odiado por uns, amado por outros. Quando teve que sair, ele apostou em Dilma Rousseff para continuar o que tinha feito nos dois mandatos para o qual foi eleito, mas alinhado num novo PT, o partido que avança, que derruba, que não para, que abraça o PMDB e qualquer partido que aceite embarcar com Lula na aventura de governo por motivos que só o sistema partidário brasileiro pode explicar.

As origens de Lula sempre foram uma pólvora para a sua carreira de líder sindical, mas durante muitos anos foram um balde de água para as suas pretensões de se tornar o presidente do Brasil. Derrotado por Fernando Collor, depois por Fernando Henrique em duas ocasiões, Lula talvez não soubesse que o Brasil ainda não estava preparado para a sua chegada. Em 2003, chegava a sua hora. Em 2007 ele reconfirmou o seu momento e foi reeleito.

Agora, depois do julgamento de Lula pelo TRF-4, com o PT mais enfraquecido do que nunca e sem ter feito um sucessor dentro dos quadros do partido, Lula se vê obrigado a jogar todas as cartas da sua popularidade para tentar reconquistar o que o PT vem perdendo ao longo da década: a imagem da esquerda combativa, social e popular. Dentro do outro partido de esquerda brasileiro, o PSOL, há quem defenda e há quem peça pela renovação, mas nomes não há.

Lindbergh Farias, senador pelo PT, fala que a candidatura vai em frente. Outros quadros do partido falam em golpe da justiça contra Lula. Todos eles acham que Lula ainda é a arma mais eficaz para evitar a vitória da direita em 2018.

Apesar da metáfora da Hidra de Lerna, quando vejo a situação de Lula prefiro pensar no filme do Monty Python, “Em Busca do Cálice Sagrado”, onde o rei Arthur encontra o Cavaleiro Negro e na luta o rei corta o braço do cavaleiro, que continua a lutar, depois corta o outro. Então o Rei Arthur começa a agradecer aos deuses pela vitória e leva com um chute na cabeça. O cavaleiro perde depois mais uma perna e ainda continua lutando com uma perna só. Ele acaba por perder a sua segunda perna e ainda sim continua querendo a luta.

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Resta saber até quando Lula pode resistir e se essa não é apenas mais uma leve ferida no político que já aprendeu com muitas derrotas e que apenas espera o momento oportuno para atacar novamente.

Stevie Wonder – Living for the City

Em 1974, Stevie Wonder tocou no Musikladen, um programa de televisão da então Alemanha Ocidental para promover o seu álbum mais recente, o genial “Innervisions”, lançado no ano anterior. Foram 30 minutos da melhor qualidade musical e uma banda enxuta mas dona do próprio som. O guitarrista e tecladista, Michael Sembello, tinha apenas 20 anos nesse vídeo e já tocava com Stevie há 3 anos. Segue a composição da banda:
 
Denise Williams – vocais
Lani Groves – vocais
Shirley Brewer – vocais
Ollie Brown – bateria
Mike Sembello – guitarra
Marlo Henderson – guitarra
Reggie McBride -baixo
Living for the City
 
A boy is born in hard time Mississippi
Surrounded by four walls that aint so pretty
His parents give him love and affection
To keep him strong moving in the right direction
Living just enough, just enough for the city!
 
His father works some days for fourteen hours
And you can bet he barely makes a dollar
His mother goes to scrub the floors for many
And you’d best believe she hardly gets a penny
Living just enough, just enough for the city!
 
His sisters black but she is shonuff pretty
Her skirt is short but lord her legs are sturdy
To walk to school she’s got to get up early
Her clothes are old but never are they dirty
Living just enough, just enough for the city!
 
Her brothers smart he’s got more sense than many
His patiences long but soon he wont have any
To find a job is like a haystack needle
Cause where he lives they dont use colored people
Living just enough, just enough for the city!

Trump reclamão

Depois de alguma observação, percebi que quase todos os tweets do presidente norte-americano, Donald Trump, pela sua simplicidade de vocabulário e tom reclamão, poderiam ser de um filho chateado com o tratamento da mãe ou do pai. Aqui vão alguns exemplos alterando, obviamente, o tema do tweet mas mantendo a expressão de espanto e exclamação:

Papai tá decadente

Papai teve que pedir desculpas por ter sido malvado comigo naquele dia. Agora ele tá fazendo pior ainda!

Tá todo mundo errado

Tudo o que a mamãe contou de mim é mentira, igualzinho o que a titia, a professora e o Juquinha contaram. Todo mundo sabe que pintar as paredes é legal.

Mauzão está feliz

Mamãe convidou o meu vizinho para vir brincar e ele não sabe brincar, ele é mau. Pessoas más como ele ficam felizes com isso.

Papai continua decadente e perdido

Depois do papai ter sido obrigado a pedir desculpas pra mim por ser tão malvado, o papai, esse MENTIROSO continua perdidão!

Minha mãe é que sabe

Esse pessoal que fala que eu puxo rabo de gato só prova que minha mãe tá certa e que eu sou o melhor menino do mundo.

Amigo é amigo

Parabéns para o meu amigo Chiquinho por ter contado tantas coisas legais de mim. Ele é muito mais melhor que o MENTIROSO do meu pai que só conta mentiras – todo mundo sabe!

Exagero

Mamãe, eu só comi dois brigadeiros na festa. Todos os outros 450 quem comeu foi o canário que teve uma vontade repentina de participar na minha festa…

Feio, bobo e mau

Todo mundo discutindo se eu mandei ou não todo mundo que estava brincando pra fora do meu quarto. Chamem como quiser mas eu quero que meu amigos bobos (que fazem coisas bobas) fora daqui!

Fronteiras

Querem fechar as fronteiras para os muçulmanos porque são terroristas.

Querem fechar as fronteiras para os negros porque são a maior população prisional americana.

Querem fechar as fronteiras para os desempregados porque vão roubar nosso emprego.

Querem fechar as fronteiras para os famintos porque vão comer nosso pão.

Querem fechar as fronteiras para os desesperados porque vão trazer desalento para o nosso povo.

Querem fechar as fronteiras para os cansados porque vão segurar nosso progresso.

Querem fechar as fronteiras para os pobres porque vão roubar nossa riqueza.

Querem fechar as fronteiras para os que sonham em respirar liberdade porque vão tirar nosso ar.

Querem fechar as fronteiras para os desabrigados porque vão roubar nossas casas.

Querem fechar as fronteiras para todos que representem uma ameaça.

E quando tudo estiver fechado, veremos que estamos trancados sozinhos com a nossa própria desumanidade.

O homem sem opinião

Não sabe ou não opina. Passou a ser o seu lema de vida. Deixou de responder pesquisas, enquetes, questionários, tudo que implicasse ter uma posição. “É a favor ou contra o uso de armas?”, “Em quem votaria para presidente?”, “Qual é a sua opinião sobre a corrupção?”. Para todas essas perguntas ele passou a ter a mesma resposta: não sei, não tenho opinião.

No princípio ficou meio confuso. Afinal, declarar que não tinha conhecimento sobre um tema que no fundo dominava poderia ser encarado como desonestidade intelectual. Depois, a sensação foi passando. Na sua conta no Facebook, onde ele diariamente dava a sua opinião em assuntos que iam da política econômica nacional à situação na Síria, passando sobre o que achava da utilização de coentro nos pratos de peixe, começou a adotar essa estratégia. Num longo texto na rede social sobre o posicionamento da Europa na crise dos refugiados, usou a caixa de comentários para escrever: “Não sei”. Numa outra postagem do Facebook sobre as declarações polêmicas de Trump declarou: “Não opino”.

Começou a variar os seus comentários entre essas duas respostas; por vezes combinava as duas: “não sei, prefiro não opinar”. Quando insistiam, ele era mais claro, mas sempre educado: “não tenho conhecimento para dar uma opinião embasada”.

O Facebook, lugar que sobrevive graças à vontade que temos em dar palpite na vida alheia, começou a tomar uma outra forma na sua vida. Acabaram-se as discussões nas caixas de comentários, fim das tretas em família sobre as eleições, uma nova era de paz e amor tomou conta da sua relação com o teclado. A sua decisão deixou de ser uma estratégia de internet e passou a ser uma filosofia de vida. Passou a fazer postagens periódicas no Twitter e nos grupos de Whatsapp pela manhã: “Bom dia amigos! Hoje não sei de nada!” ou “Amanheci sem opinião, bom resto de dia para todos”. E para sua própria surpresa, começou a ter mais “likes” na sua não-opinião do que quando gastava horas defendendo o seu ponto de vista.

Nas reuniões de condomínio, que frequentava assiduamente, passou a repetir o mesmo discurso. Os seus vizinhos no começo estranharam e depois começaram a repetir a tática. As reuniões, antes intermináveis, começaram a acabar cada vez mais cedo. Ele estava cada vez mais feliz. Um peso saiu da sua cabeça.

No Natal, não deu nenhuma opinião sobre o assado. Não tinha resposta a dar sobre o que achava da nova cor do cabelo da sua mulher. Quando o empregado da loja perguntou se o casaco que comprara era para presente, também disse que não sabia. “Quer mais suco?”, “Quantos gramas de queijo?”, “Vamos de férias para a praia?”, “O que é que vamos fazer com o 13o salário?”. Várias perguntas, nenhuma resposta.

De repente, começou a perder o controle da sua vida. Ninguém perguntava mais o que queria ou o que achava das coisas. Tudo era decidido sem que a sua opinião fosse ouvida, simplesmente porque todos sabiam que ele não tinha nenhuma. Às vezes, mesmo sem dizer nada, conseguia o que queria por mero acaso, quando a opinião geral coincidia com o que realmente desejava.

Desconfortável e perdido, fugiu de casa, abandonou sociedade, mulher, filhos, foi viver sozinho no meio do mato, porque foi o lugar que chegou indo em linha reta sem se perguntar para onde deveria virar. Pelo menos lá não tinha que responder à ninguém. Nunca mais foi visto, dizem que morreu de fome ou de dúvida, afogado nas sua opiniões e valores. Afinal, mesmo sozinhos, o consciente e o subconsciente não se calam jamais.

Dória vai pintar o muro de Trump

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Depois de anunciar que vai cumprir a promessa de construir um muro na fronteira com o México, Donald Trump deve revelar nos próximos dias o nome das empresas envolvidas no processo.

Não se sabe ainda quem vai levantar o muro, mas de acordo com informações obtidas por este blog, tudo indica que o prefeito de São Paulo, João Dória, vai ser chamado para fazer a pintura. “Já vi o trabalho de Dória e fiquei feliz com a sua velocidade. Ele realmente trabalha depressa”, teria dito o presidente americano.

Dória se mostrou animado com o convite de Trump, mas não espera começar imediatamente.”Ainda não escolhi a cor, mas hesito entre o cinza chumbo, cinza escuro, cinza prata ou cinza alumínio”, declarou o prefeito da cidade.

Um dos fatores que influenciaram na escolha de João Dória foi a preparação para o cargo. “Quando Trump soube que ele já tinha experiência e o uniforme, decidiram logo”, confessou um membro da equipe de Dória.

O prefeito de São Paulo não quis comentar as polêmicas envolvendo o presidente norte-americano e prefere dar tempo para Trump mostrar o seu valor. “As pessoas são muito apressadas em classificar os governantes. Em política nem tudo é preto ou branco, às vezes também é cinza”, declarou Dória.